O Etanol no Brasil
Em 14 de novembro de 1975, dois anos após a primeira grande crise mundial do petróleo, o Brasil lançou o Programa Nacional do Álcool (Proálcool), que deveria suprir o país de um combustível alternativo e menos poluente.
A proposta do Proálcool não se restringia apenas à redução da dependência externa de combustível e economia de divisas, mas também à interiorização do desenvolvimento, evolução da tecnologia nacional e crescimento da produção nacional de bens de capital, gerando rendas e elevando o número de empregos.
A implantação do Proálcool pode ser dividida em duas fases distintas:
1) a primeira, iniciada em 1975, baseou-se na utilização da infra-estrutura já existente e caracterizou-se pela produção de etílico anidro a ser adicionado na gasolina;
2) a segunda, marcada por outra crise do petróleo em 1979, além de produzir o etílico anidro, passou a fabricar o etílico hidratado, que serviria para consumo em veículos projetados para uso exclusivo do etanol como combustível.
O programa acabou desativado quando os preços do petróleo baixaram, e os do etanol perderam competitividade. Desta forma, os carros à etanol, que respondiam por 94,4% da produção das montadoras em 1984, caiu para 0,69% em 2000.
A grande retomada do etanol como combustível alternativo aconteceu em 2003, com a introdução da tecnologia dos motores bicombustíveis, mais conhecidos como flex, que podem ser impulsionados tanto com etanol como com gasolina, ou com a mistura em qualquer proporção de ambos.
O preço atrativo do etanol em relação ao da gasolina fez o consumo do combustível renovável voltar a crescer e reanimar o projeto de exploração de um recurso energético renovável no país.
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